Sábado, 12 de Maio de 2007

Uma História em Alcoitão (Concelho de Cascais)

 

Noite de inverno, actuação na colectividade local.

 

A banda chegou, "assentou arraiais", ligou materiais e outras coisas mais.

 

(Esta rimou bem demais!!!)

 

Montada a instalação sonora, ligados os instrumentos, feito o "check-sound", os músicos foram jantar a um restaurante ali próximo.

  

Sentaram-se à mesa a comer, e um deles, um latagão de 1m80 de altura e mais de 100 kg de peso (adivinhem quem  ...) devorou uma opípara refeição  - como diria o poeta "comeu daquela vez como se fosse a última"...

 

Feliz e de barriguinha ("barriguinha"...) cheia, o nosso músico lá acompanhou os seus quatro colegas de regresso à colectividade.

 

Feita uma última revisão para ver se estava tudo em ordem, eis que batem as vinte e duas badaladas e a banda atacou a primeira música.

  

E lá fomos tocando e cantando, divertindo a assistência e divertindo-nos nós próprios.

 

 (Para que possam compreender os motivos do que vou contar mais à frente, devo esclarecer que esse músico calmeirão e de apreciável envergadura física passava o tempo a mexer-se enquanto tocava. Além disso, a sua amplitude vocal permitia-lhe acompanhar o seu vocalista com vozes em tons altos, tudo isso à custa do esforço das cordas vocais, do diafragma e dos músculos do estômago)

 

Eis, pois, os ingredientes da receita:

 

- Um opíparo jantar; 

- Um movimento constante do músico durante a actuação;

- A frequente contracção dos músculos do estômago;

 
... e estava pronta a caldeirada...

 

Só faltava o momento da "cozedura"...

 

... que aconteceu quando, passadas algumas horas após o opíparo jantar  , estava a Banda a tocar a "Valsa da Meia Noite" enquanto os pares ondulavam ao ritmo de compasso ternário, o "tal" músico latagão de 1m80 de altura e mais de 100 kg de peso (adivinhem quem  ...) fez repentinamente um sinal aflitivo para os seus colegas terminarem abruptamente a música, saiu quase em vôo do palco, entre os olhares surpreendidos de colegas e bailantes, correu para a casa de banho e mal teve tempo de "deitar tudo cá para fora"...

 

Lá se fôra o opíparo jantar  ...

 

Escusado será dizer que o resto da noite foi passado a "Água das Pedras"...

 

Essa noite serviu-lhe de lição para nunca mais repetir a "gracinha"...

 

 

Visitante 

Sinto-me: ... senti-me...
Música: "Throwing It All Away" (Genesis)

Publicado por Visitante às 11:41
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2 comentários:
De Gil a 21 de Maio de 2007 às 21:59
Oh! Vizinho da esquina de cima...Acredita que descobri um sítio, que realmente me põe bem disposto... Assim , já não chamo a minha amiga, para partir vidros, rsrsrsr
Um Abraço
Gil


De Visitante a 22 de Maio de 2007 às 18:35
Olá Gil

Por muito insólitas que pareçam, estas histórias aconteceram mesmo!!

Isto, afinal, acaba sempre por fazer parte das minhas memórias... sempre foram 25 anos (com alguns interregnos) na estrada...

Um abraço
Visitante


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